Parabéns Israel
A nação de Israel comemora hoje os brilhantes 60 anos de existência contemporânea. Foram como todos pudemos constatar anos difíceis, dolorosos e que demonstraram uma grande lição a toda a humanidade a vontade de um povo em existir e afirmar-se na cena internacional. Desde a sua independência até aos nossos dias, são sem dúvida a nação que mais teve de trabalhar, e lutar pela sua sobrevivência e segurança. São um povo que aprendi a admirar e que conquistou o meu respeito, mesmo com todos os atropelos que a uma nação sempre em conflito e em risco de existir, são inerentes. Não entrarei na controvérsia da sua criação, nem discutirei se há legitimidade ou não no seu direito à terra que agora possuem. Em alguns artigos abordarei essa questão. O que pretendo chamar a atenção para todos os sionistas e que olharam para a criação deste estado como uma confirmação das profecias bíblicas, é o facto de serem a comemoração dos 60 anos! Não se lembram das profecias que indicavam que o ressurgimento da nação Israelita era a explicação lógica e final da “geração” a que Jesus se referia como a geração terminal? Como os dispensassionalistas não concebem que a referência feita por Jesus se cingia à geração que lhe precederia após a sua morte, ressurreição e ascensão. Inventaram a possibilidade de esta ser a geração a que o Senhor se referia e que o inicio deu-se no surgimento de Israel como nação, ou seja, 14 de Maio de 1948. Ora como uma geração, é comummente aceito que é delimitada a um período de quarenta anos, o que este aniversário diz a todos os que defenderam ou ainda defendem, porque há sempre os que conseguem negar a realidade mesmo quando é demasiado evidente, que já passaram mais vinte anos! No mínimo é um erro de cálculo, mas no limite é um erro de apreciação, porque demonstra que o tipo de interpretação está mal logo á partida, porque para defender uma posição procuram explicações que desvirtuam as palavras de Jesus, e pior, describilizam o seu discurso e ensino. Esta tentativa de referir que o surgimento da nação judaica seria conotada com a geração a que Jesus se referiu sofreu agora com esta comemoração, sessenta anos, um rude golpe e uma desmistificação da sua ligação ao possível cumprimento profético relacionadas com as palavras de Jesus. Se os sessentas anos não são o tempo de uma geração, então Israel não é essa geração, como tal talvez seja tempo de passar a considerar que é possível que Jesus se referisse a uma geração que era sua contemporânea como aquela sobre a qual iriam suceder os assuntos que ele estava a profetizar. Mt.24.34 “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” Jesus. Parabéns Israel, o que desejo é que não só como nação tenham uma longa história e que consigam encontrar o seu caminho em paz com os seus vizinhos. Os últimos sessenta anos foram de franco progresso mas ao mesmo tempo de grande angústia e luta para sobreviver. Israel precisa de paz, ajuda e apoio para que encontre com os seus vizinhos um caminho de concórdia e viabilidade para dois povos que têm de viver juntos. Os meus parabéns são um reconhecimento na coragem e demonstração de capacidade de um povo em vencer as maiores adversidades, ao mesmo tempo que são um alerta e aviso que afinal a profecia não é uma tentativa de fazer um puzzle, mas deve-mos deixar que o ensino do nosso Salvador seja levado a sério e não tentar encontrar explicações que estão fora da Bíblia. Estes sessenta anos são uma memória que e uma aviso que devemos levar a sério as palavras de Jesus, porque só assim lhe atribuímos a credibilidade que a palavra de Deus merece. Bem-haja João Pedro Robalo